quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

SITUAÇÃO DOS PRESOS DA CADEIA PÚBLICA DE CRATO É PREOCUPANTE.





Em razão das péssimas condições em que se encontra o prédio da cadeia publica de Crato, a situação dos 74 presos abrigados na PIRC e mais das 08 mulheres que se encontram na cadeia pública de Barbalha, constitui uma grande preocupação por parte da direção, Juiz das Execuções Penais, Ministério Público, Defensoria Publica, Comissão de Direitos Humanos, e principalmente os familiares dos referidos presos. Na semana que passou, recebemos a visita do coordenador da COSIP -Coordenadoria do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará, o Dr. José Bento Laurindo, com quem, juntamente com os diretores da cadeia de Crato e da PIRC- Dr. Wilson Macedo e Josué, presentes também o Dr. Rubens e o Dr. Hermano Jose de Sousa, defensor público e presidente da CDH da OAB/Crato, respectivamente. Na ocasião, diante da gravidade do problema, foram apresentadas algumas soluções, dentre elas a melhoria/reparos na vivência de nº 06 da PIRC com capacidadede abrigar mais de 70 presos. Também como solução será viabilizado a realização de um mutirão para analisar a situação de presos com excesso de prazo, e os que já tem direito aos benefícios dos regime aberto e semi-aberto.

O QUE RESTOU ... .














Visitando o prédio da cadeia pública de Crato depois da inundação da madrugada do dia 28 de janeiro passado, é desolador verificar o que restou dos pertences dos presos e presas. Quando foram transferidos para a Penitenciária Industrial Regional do Cariri-PIRC, só conseguiram levar a roupa do corpo e nada mais. O pouco que tinham nas celas foram estragados pelas águas, inclusive os objetos de estimação que ganhavam dos familiares e amigos. Conformados e sem ter o que fazer alguns diziam: "Vamos recomeçar de novo". "Além da liberdade, perdemos também nossas coisas." "Ainda bem que ficamos vivos". Assim, cada um tem uma história a contar e um motivo a lamentar. O sonho da volta para ficarem mais perto dos familiares fica mais difícil, em razão do comprometimento da estrutura física do prédio que se encontra com rachaduras, paredes ainda molhadas e com instalações elétricas e hidráulicas também comprometidas. A solução para tanta desolação está na conclusão do prédio da nova cadeia que está sendo construído no Bairro Muriti, e que por conta da burocracia do Estado e a maneira como trata o sistema penitenciário, precisará ainda de tempo para ficar pronta, mesmo diante de tantas observações e denúncias da imprensa e entidades apoiadoras da política de direitos humanos.

PRESOS DA CADEIA PÚBLICA DE CRATO ATINGIDOS COM A ENCHENTE SÃO TRANSFERIDOS PARA JUAZEIRO DO NORTE E BARBALHA.

Um total de 84 presos (74 homens e 08 mulheres) abrigados na cadeia pública de Crato, foram transferidos às pressas e sob forte aparato policial, para a Penitenciária Industrial e Regional do Cariri-PIRC em Juazeiro do Norte e Cadeia Pública da cidade de Barbalha, localizadas na Região Metropolitana do Cariri. Todo prédio da antiga cadeia ficou com um metro e meio de água por volta das 04:00 horas da manhã do dia 28 de janeiro próximo passado, e só não aconteceu mortes porque os presos arrombaram os cadeados das celas e conseguiram chegar até um corredor onde se sentiram mais seguros. Todos os pertences pessoas foram levados pela correnteza da água. A CDH da OAB/Subseção de Crato, na pessoa do seu presidente, o advogado Hermano José de Sousa deu total apoio e acompanhou de perto toda movimentação de transferência dos presos como uma forma de garantir e resguardar a integridade física de todos. No momento se empenha para em angariar roupas para os presos e presas, na sua maioria pessoas pobres e necessitadas.

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